martes
Antonio usava um roupão azul e chinelas japonesas
Carlos ia à academia de bike
Antonio dava biscoitinhos especiais para suas cachorras
Mas o macho predominante era o Carlos
Antonio possuía talentos gastronômicos
Carlos adorava uma bucetinha
Antonio assistia à National Geographic
Carlos apreciava vodka
Antonio era emotivo e sensível
Carlos tinha um ótimo senso de humor
Antonio não lia nada sem seus óculos
Carlos tinha olhos irresistíveis
Antonio contava lindas historias sobre os seus filhos
Carlos também ...
Antonio gostava de Etta James e Buddy Guy
Carlos ouvia Sympathy for the Devil, dos Stones
Antonio acreditava nos sonhos de futuro
Carlos freqüentava o bar do Pinu
Todos os dias, Antonio acrescentava um detalhe decorativo à sua casa
Carlos dormia depois do almoço
Antonio fumava e filosofava
Carlos fumava e me comia
Se o Antonio me oferecia um travesseiro,
O Carlos tirava
Se o Carlos me devolvia o travesseiro,
O Antonio tirava ...
O banheiro do Antonio cheirava a eucalipto
Mas o Carlos esquecia de comprar papel higiênico
Antonio sempre foi um Homem!
Carlos, um garotão
Antonio possuia um estilo clássico
Carlos, esportivo
Antonio era sensual
Carlos, viril!
O Carlos, eu já conhecia
O Antonio, não ...
Antonio me embalava no "bercinho"
Carlos me arrastava pra "Toca do Lobo"
Carlos desejava duas mulheres em sua cama
Já com o Antonio, invertíamos os papeis
Para o Antonio, guardava os meus pensamentos mais doces
Pelo Carlos, nutria uma paixão desmedida
A Antonio dizia que eu era maluca
O Carlos teve medo
*
Para ambos, Carlos & Antonio,
pela injeção de libido - incrível espelho
catapultada para a vida
viernes
jueves
sábado
Eis o retorno à autentica Vontade de realizar, agregar, eleger, construir, criar, reformar, emagrecer, e amar, e amar, e amar-me.


Aos poucos ...Tudo parece complicado, mas é de uma simplicidade crua, visceral ... Às vezes, gostaria de ver o mundo com olhos de águia - predatória, calculada, eficaz ... Suave seria o silêncio depois de destrinchada a presa e saciada a nossa fome ... Depois, o sono justo dos que atravessam a vida travestidos de feras, mas frágeis na essência ...
domingo
A PARTIR DE HOJE EU ME AUTORIZO...
...a me sentir valorizado(a), mesmo quando os outros não reconhecerem o meu valor;
...a dar uma oportunidade para o amor, mesmo quando meu coração insistir em manter as portas fechadas;
...a sentir prazer, mesmo quando a culpa e o medo tentarem roubá-lo de mim;
...a confiar nas minhas capacidades, mesmo tendo me acostumado a menosprezá-las;
...a superar minhas limitações, mesmo tendo desistido de enfrentá-las;
...à felicidade;
...às grandes oportunidades;
A PARTIR DE HOJE EU ME AUTORIZO...
...a acreditar no melhor da vida, mesmo estando acostumado(a) a acreditar que isso não passa de utopia;
...a dar o meu melhor sorriso, mesmo que talvez eu não receba outro de volta;
...a vestir a roupa mais bonita, mesmo quando eu me sentir feio(a) e caído(a);
...a expressar palavras de alegria,mesmo quando eu me sentir triste e desiludido(a);
...a ser corajoso(a), verdadeiro(a) e generoso(a), mesmo não recebendo nada em troca;
...a oferecer o melhor de mim todos os dias, com a certeza de receber o melhor da vida; pois não há dádiva maior do que conhecer o melhor que está em mim.
A PARTIR DE HOJE EU ME AUTORIZO...
...a aceitar os anseios de minha alma;
...a sentir os desejos que pulsam em meu coração;
...a conhecer minhas emoções mais profundas;
...a despertar meus talentos e potencialidades;
...a trabalhar para realizar meus verdadeiros sonhos;
...a me libertar para encontrar meu caminho;
...a valorizar o que tenho e o que sou;
...a ter coragem de reconhecer o que é importante para a minha vida;
...a ser vitorioso(a)na minha vida pessoal e profissional;
...a não me comparar nem me desvalorizar;
Porque onde estou e como estou é a porta de entrada para a realização da minha história. Uma história única e fascinante na qual a autenticidade é minha maior diretriz.
A PARTIR DE HOJE EU ME AUTORIZO...
...a viver o meu presente;
...a viver o meu melhor;
...porque estou no lugar certo com as pessoas certas e na hora certa;
POR ISSO ESCOLHO:
-a coragem, em vez do medo:
-a fé, em vez da dúvida;
-o amor, em vez da mágoa;
-a luz, em vez da escuridão;
-escolho fazer da confiança a minha bússola,bússola que me guia para atravessar mares e abrir novos caminhos;
-a partir de hoje confio que o melhor infalivelmente acontece, e muitas vezes o melhor não é o que espero,mas aquilo de que preciso para trilhar meu verdadeiro caminho.
miércoles

"Existe um local para lá das palavras, onde a experiencia ocorre pela primeira vez e ao qual sempre desejo voltar. Suspeito que sempre que expresso os meus pensamentos, ou traduzo os meus impulsos por palavras, estou a atraiçoar os verdadeiros pensamentos e impulsos, que permanecem ocultos. Em lugar de me expressar, estou a produzir um documento metodicamente ordenado sobre o estado de espírito de qualquer outra pessoa. Ao ver-me mentalmente a rever os meus apontamentos, sinto o desejo de que fossem mais completos. "
miércoles
*
lunes
nem o universo
esta luz azul
em nossos dedos
por sob as pálpebras
milhares de antenas
apalpam confusas o céu
cravo vermelho
sozinho num vaso
estás diante de mim
como escrita de amor
havia uma cerva
cor de enxofre, amarela
e havia uma torre
de ouro
os anos lhe contavam
cinco corvos
que a grasnar dispersaram-se
mágico pentagrama
os cabelos da bela
alvejavam de lírios
no corpo da bela
escrevi livros
Eu não posso viver
com pavões apenas
nem viajar noite e dia
entre olhos de sereia.
domingo
Percorrer correndo os corredores em silêncio
Sonhei contigo. Você estava num circo, em companhia de 3 amigas que vieram de longe para vê-lo. Contava-me ao telefone que haviam estado 15 minutos conversando tão animadamente, que quase perderam a sessão. E no entanto você estava lá, bem abaixo das acrobacias, com o seu telefone/câmera/filmadora. Eu podia vê-lo, a si, às suas amigas que estavam sentadas próximas, e à toda cena. E, no instante seguinte, já não mais podia. Então, nos despedimos. No entanto, você não desligou o telefone. E havia uma música ao fundo. Uma música que julguei ser húngara. Assombrosamente lírica. Uma voz feminina. Uma cancão de outro tempo, de outra vida. Essa canção, eu a conhecia intimamente. Ficamos ambos em silêncio, ouvindo-a. Eu sentia a sua presença do outro lado da linha. No compasso de espera. Podia escutar a sua respiração. E você sabia que eu a estava ouvindo. Estirei meus braços sobre a mesa, pousei a cabeça. Fui absorvida pelo sentido de tudo aquilo, intensa, completamente. Não despertei.
miércoles
(...) Fomos levados lentamente pelo motor até o meio do rio marrom brilhante, sob um céu imenso e um sol intenso. Um instante delicioso – depois de ter sido feito todo o possível para uma viagem que finalmente se inicia – quando não mais se é responsável, já que o fardo está por conta do piloto ou do mecânico, do marinheiro ou do mestre. Já deixamos o mundo de onde viemos e o destino ainda é desconhecido. Um dos meus momentos favoritos, mais familiar, ainda que menos estimado, nos ambientes estéreis dos aviões transoceânicos. E quão mais rico aqui, rodeado pelos caixotes de peixe seco e refrigerantes de cores tóxicas e luminosas!
Abri um pequeno espaço onde dava para sentar de pernas cruzadas e enrolei um baseado – tirado do extraordinário quilo de Santa Marta Gold que conseguimos como parte de nossas provisões durante o mês em Bogotá. A corrente do rio era como a fumaça rica que eu inalava. O fluxo da fumaça, o fluxo da água e do tempo. “Tudo flui”, disse um amado grego. Heráclito foi chamado de filósofo-chorão, como se tivesse falado em desespero. Mas, por que chorão? Adoro o que ele diz – não me faz chorar. Ao invés de interpretar pante rhea como “nada perdura”, sempre considerei essas palavras uma expressão oriental do Tao.
E cá estávamos, descendo com a corrente do Putamayo. Que luxo estar fumando, de novo nos trópicos, de novo na luz, longe do tempo e dos lugares da morte. Longe do estado de emergência no Canadá, à margem da América louca e manchada pela guerra. A morte da minha mãe e, coincidentemente, a perda de todos os meus livros e obras de arte, cuidadosamente colecionados e cuidadosamente mandados de volta de navio e guardados, e em seguida queimados num dos incêndios que dizimam periodicamente os matagais de Berkeley Hills. Câncer e Fogo. Fogo e Câncer. Longe dessas coisas terríveis, onde casas de jogos de Monopólio, de um verde que parece cera, desmoronam em fendas abertas na paisagem psíquica.
E, antes disso, Tóquio; sua atmosfera de outro planeta, a pretensão de me ajustar ao ciclo de trabalho. O quanto será que nos desumanizamos ficando por pouco tempo numa situação desumana? As noites nos trens. As salas abafadas dos cursos Akihabara, de inglês. Tóquio exigia gasto de dinheiro, e a única maneira de fugir de lá era economizando-o.
Pensei nos dez meses de profunda alienação que começaram quando deixei a Ásia tropical e, como um cometa sendo atraído ao ponto de colidir com a sua estrela, fui arrastado através de Hong Kong, Taipé, Tóquio e Vancouver – antes de ser atirado à América às voltas com a guerra e de ir para outros países tropicais, novos e desgraçadamente pobres. O vôo de Vancouver à Cidade do México passou por sobre minha mãe adormecida em seu primeiro inverno na sepultura. Passou sobre Albuquerque, apenas um padrão de rodovias se interconectando no vazio da noite no deserto. Passou e passou em direção ao que então era apenas uma idéia: a Amazônia.
No rio o passado podia penetrar a quietude e desdobrar-se diante dos olhos da mente, desfraldando um tecido negro de casuísmo entrelaçados. Forças, visíveis e ocultas, estendendo-se em direção ao passado; migrações; conversões religiosas – as descobertas pessoais fazem de cada um de nós de um microcosmo do padrão mais amplo da história. A inércia de introspecção leva às lembranças, já que apenas na lembrança o passado é recapturado e compreendido. No fato de viver e criar o presente, somos todos atores. Mas nas lacunas – nos raros momentos de privação sensorial em que a experiência presente é apenas uma coisa mínima, como num longo vôo de avião em que somos levados a um indolente auto-exame – a memória é livre para falar e trazer de volta as paisagens das nossas lutas no passado.
Agora – no agora que é um tempo além das fronteiras desta narrativa, um agora em que esta história faz parte do passado – não me preocupo com o passado como acontecia na época. Agora ele está assentado em mim de um modo que, na época, não estava. (...)
*
Terence Mckenna / Alucinações Reais
martes
É aquela que fere
Que virá mais tranqüila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Como a dura semente
Que se prende no fogo
De toda multidão
Acho bem mais
Do que pedras na mão...
Dos que vivem calados
Pendurados no tempo
Esquecendo os momentos
Na fundura do poço
Na garganta do fosso
Na voz de um cantador...
E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar...
Acho que os anos
Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a idéia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador...
*
Zé Ramalho
Claudio Botti / Tropilla Negra / Postal adquirido em 05.10.2008
Aeroporto Ezeiza - Buenos Aires
*
Pintei de verde a grama em dia claro
De verde forte e falso e vivo e raro
Que seja a grama brutal
Se eu quero a cena ideal
*
Na luz do dia não passei a tinta
Que luz tão clara só com sol se pinta
Que seja o dia real
Se eu quero a cena ideal
*
Olhando a cena é que eu me sinto viva
Deixando o tempo abrir o teu caminho
Pela grama verde
eu quero te ver passar
Pela grama verde
eu quero te ver passar
*
Pintei a grama pro teu passo é claro
Teu passo forte e falso e vivo e raro
Que seja o passo banal
Se eu quero a cena ideal
*
Olhando a cena é que eu me sinto viva
Deixando o tempo abrir o teu caminho
Pela grama verde
eu quero te ver passar
Pela grama verde
eu quero te ver passar
Só passar
*
Victor Ramil
miércoles
lunes
Mario Quintana
sábado
*Yo mismo en arco iris
yo mismo en carne y hueso
Subterránea es mi luz hueca
Toco mi soledad en el interior
Y sigo siendo el dueño
yo mismo rebelde incorregible
Cada noche hablo en silencio a mis
y adivino la miel del alba.
miércoles
martes
O Gato apenas sorriu quando viu Alice. Ele parecia bem natural, ela pensou, e tinha garras muito longas e muitos dentes grandes, assim ela sentiu que deveria tratá-lo com respeito.
viernes

jueves

(...) Mas o homem é a tal ponto afeiçoado a seu sistema e à dedução abstrata que está pronto a deturpar intencionalmente a verdade, a descrer de seus olhos e seus ouvidos apenas para justificar a sua lógica. Tomo justo esse exemplo por ser tão eloquente. Lançai um olhar ao redor: o sangue jorra em torrentes e, o que é mais, de modo tão alegre como se fosse champagne
(...) O que suaviza, pois, em nós a civilização? A civilização elabora no homem apenas a multiplicação de sensações e ... absolutamente mais nada. E, através do desenvolvimento dessa multiplicidade, o homem talvez chegue ao ponto de encontrar prazer em derramar sangue. Bem que isso já lhe aconteceu ...
*
Memórias do Subsolo / F. Dostoíévski

Uma grande farsa?Um segredo. Escondia-o de mim, de ti, de todos. Dei-lhe asas, alimento, meus carinhos.
Dei-lhe uma cara, um nome, um sobrenome, um vulto e uma epígrafe.
Dei-lhe sombra, mitos. Gritos estridentes na montanha. Espinhos.
Uma cama. Muita calma.
Levanta-se pela manhã arrastando as asas, resmungão,
remelas nos olhos, um bebê esse meu segredo.
Nasceu há tempos.
E ninguém soube.
domingo
sábado
M. C. Escher
xilogravura 1952
O céu noturno sem nuvens reflete-se numa poça d'água que resultou de um aguaceiro,
numa cova dum caminho na mata.
No caminho enlameado desenham-se os carris dos pneus de dois caminhões,
de duas bicicletas e pegadas de dois homens.
jueves

miércoles
O STF quebrou o protocolo para permitir que grupos indígenas acompanhem o julgamento em seus trajes.
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra
*
CAETANO VELOSO
domingo
Falhei em tudo.
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
sábado
jueves
Se vc não vai desembarcar na próxima estação,
não fique na região das portas!
Próxima estação: LIBERDADE!
viernes
A única maneira de lidar com a destrutividade é encarando - DE FRENTE - a impotência que a originou. Só aceitando a nossa impotência e vendo os limites que esta nos coloca, podemos livrar-nos do complexo de culpa mistificador que nos faz sentir pequenos e insignificantes. Se abandonarmos a idéia, segundo a qual a impotência é expressão de nosso fracasso, podemos libertar-nos de uma raiva primitiva e destruidora. Recalcando ou sublimando-a, pelo contrário, mantemos vivas as suas raízes. Além disso, a teoria da sublimação favorece um tipo de reformismo que retira importância à realidade da violência com uma atitude de brandura e de falsa compreensão. Se a questão for apenas a de redirecionar a tendência da violência para alvos menos nocivos, a questão do MAL fica por colocar: será que o dominamos, ou é ele que nos domina?
+
Arno Gruen
"Sentimentos Postiços"
A Loucura da Normalidade
jueves
En sus ojos se veía una infinita tristeza ...*
Dias sem carinho
Só que não me desespero:
Rango alumínio
Ar, pedra, carvão e ferro.
Eu lhe ofereço
Essas coisas que enumero:
Quando fantasio
É quando sou mais sincero
Desde o fim da nossa história
Eu já segui navios
Aviões e holofotes
Pela noite afora.
Me fissuram tantos signos
E selvas, portos, places,
Línguas, sexos, olhos
De amazonas que inventei.
Eis a Babilônia, amor,
E eis Babel aqui:
Algo da insônia
Do seu sonho antigo em mim.
Eis aqui
O meu presente
De navios
E aviões
Holofotes
Noites afora
E fissuras
E invenções:
Tudo isso
É pra queimar-se
Combustível
Pra se gastar
O carvão
O desespero
O alumínio
E o coração
*
João Bosco, Antônio Cícero & Waly Salomão
martes
dichas y retorneadas,
cristiano, dime doce.
-Los doce apóstoles,
las once mil vírgenes,
los diez mandamientos,
los nueve coros,
los ocho gozos,
los siete dolores,
las seis candelarias,
las cinco llagas,
los cuatro evangelistas,
las tres Marías,
las dos tablas de Moisés,
donde Cristo nuestro bien
a la una ...
*
sábado
A verdadeira autonomia é o estado em que o Homem se encontra em plena harmonia com os seus sentimentos e as suas necessidades. Mas é justamente a prevalecente ideologia do sucesso e da eficiência que barra a muitos o acesso ao próprio Eu. A adaptação às normas sociais, induzida pela pressão educacional, faz com que a vitalidade, a criatividade e a capacidade de amar fiquem atrofiadas. Tamanha perda gera dependência e submissão.
Arno Gruen
martes
Inicio, nacimiento, nuevo comienzo.
Disolución.
Conflicto, transformación, juicio, balance, re-organización.
****
El mar se expande al infinito, hacia dónde el sueño puede
llegar.
Nuevo Horizonte.
****
El Ciclo número 20 es el Ciclo del Despertar de los Muertos.
La tradición formula sus axiomas sobre este momento,
y los plasma en escritos.
Este Ciclo es el Ciclo de la polarización máxima de la energía
en el momento en que tu conciencia y la mía están posicionadas
en la visión global de las cosas, abarcando el tiempo hacia
atrás, y hacia adelante, abarcando el espacio completo, en la
última Esfera.
De igual forma el cambio es intenso en todo el planeta
y excita los ánimos y los procesos de la naturaleza.
***
Despertar es una palabra, pero despertar es una experiencia.
Y las palabras siempre son las mismas.
Y la experiencia siempre es nueva.
jueves

lunes
jueves
sesc pompéia projeto de lina bo bardi
fotografia de
f e r n a n d o s t a n k u n s
*
Carta aberta ao público freqüentador do SESC:
Queremos compartilhar com todos vocês o risco ao qual o SESC está exposto neste momento. O governo federal pretende enviar ao Congresso Nacional projeto de lei que retira pelo menos 33% dos recursos do SESC para a criação de mais um fundo de financiamento de programas de formação profissional.
Diante desse risco, é nosso dever expor à sociedade brasileira o valor e a importância desta instituição criada, mantida e administrada com recursos privados, provenientes de contribuição compulsória das empresas do comércio de bens e serviços surgida nos anos 40 por proposta voluntária do empresariado. Esta definição tem amparo na lei e na Constituição Brasileira
(art. 240).
O SESC promove a educação permanente por meio de suas ações culturais, socioambientais, esportivas, de promoção da saúde e da cidadania, das atividades de lazer e de sociabilização, voltadas prioritariamente às pessoas de menor renda.
A melhor maneira de conferir o significado dessa ação é vivenciar o dia-a-dia.nos centros culturais e desportivos. Ouvir o relato dos freqüentadores sobre a importância do SESC em suas vidas e para suas famílias. Utilizar os equipamentos e instalações de primeira qualidade, abertos a todos os estratos sociais, e participar das inúmeras atividades que abrangem um amplo arco de interesses e necessidades, reunindo um público extremamente diversificado.
Acreditamos que todos vocês já tiveram essa oportunidade. São, portanto, testemunhas da natureza beneficamente eficaz, engajadamente eficiente e profundamente educativa do trabalho que o SESC desenvolve há 61 anos. Esse patrimônio não pode ser sacrificado em favor de prioridades transitórias, em nome das quais se destruiria um trabalho consolidado em mais de seis décadas de atuação, causando um prejuízo incalculável ao desenvolvimento do país.
A educação profissional é importante. Mas se dissociada de uma ação voltada ao desenvolvimento integral do indivíduo, torna-se meramente utilitarista, o que levaria a um evidente retrocesso, fruto de uma visão obscurantista e flagrantemente retrógrada.
Diante da gravidade dessa situação, que propõe a retirada de substanciais recursos dos programas socioeducativos do SESC, convidamos a todos para que se manifestem, pelos meios ao seu alcance, em prol da continuidade de nosso trabalho.
Um projeto que, afinal, é uma conquista da sociedade brasileira.
Danilo Miranda
Diretor Regional do SESC SP
*
debate dos últimos dias na imprensa brasileira
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080507/not_imp168524,0.php
*
assine agora o manifesto em defesa do SESC
http://www.petitiononline.com/gg1jg2fh/petition.html
e espalhe este endereço para seus amigos
miércoles
Hoje eu não buscarei um sentido oculto (ou mesmo explícito) nas letras das músicas amadas, nem nos trechos dos livros recém-descobertos, nem nas poesias metafóricas, nem nos subsídios do passado, nem nas esperanças do futuro ou na salvação implícita em todo e cada apocalipse, ou na redenção do ser confesso, ou na punição do ser culpado, ou na abstração do ser omisso, nem na perversão do ser bondoso, nem na inocência do ser perverso, na suposta normalidade do senso comum, na verdade depositada (à prazo) nas entrelinhas - como becos sujos, nos detalhes metálicos das calçadas de concreto, nas pizzas de atum deliciosamente requentadas, nos cometários sórdidos mesclados com risadas libertas, nos toques superficiais cheios de desejo, nos retoques da maquiagem borrada ... hoje não vou buscar-te além destas palavras ...
martes
A aurora que luta por um arrebol
De cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar
Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lanço no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
É na beira do mar
Ói, por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam em mar revoltoso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
É na beira do mar
E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar
jueves
martes
*
Era isso nosso amor;
Falava, voltava, trazia-nos
Uma pálpebra baixa, infinitamente distante,
Um sorriso petrificado, perdido
Na relva da manhã;
Uma concha estranha que nossa alma
Tentava decifrar a todo instante.
Era isso nosso amor, progredia lentamente
Tateando entre as coisas que nos envolvem,
Para explicar por que recusávamos a morte
Tão apaixonadamente.
Embora nos agarrássemos a outras cinturas,
Enlaçássemos outras nucas, loucamente
Confundíssemos nosso hálito
Ao hálito do outro,
Embora fechássemos os olhos, era isso nosso amor. . .
Nada mais que o profundíssimo desejo
De suspender nossa fuga.
*
Giórgos Seféris
Retomada busca por padre que voava com balões em SCPublicado em 22.04.2008, às 08h08Um grupo com mais de 50 pessoas - com o auxílio de um helicóptero da Polícia Militar de Santa Catarina, duas embarcações da Marinha, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e outro do governo do Paraná, além de vários pescadores voluntários - reinicia, nesta terça-feira (22), a busca ao padre paranaense Adelir De Carli, de 41 anos, que está desaparecido desde a noite de sábado, quando tentava fazer um vôo de 20 horas, sentado em uma cadeira amarrada a mil balões de festas, cheios de gás hélio. O último contato aconteceu por volta das 21 horas de anteontem (20), quando o padre avisou que estava pousando no mar, a cerca de 15 quilômetros a leste das Ilhas Tamboretes, a 5 quilômetros da costa da Ilha de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina. O que estava prejudicando as buscas na manhã desta terça-feira era uma densa neblina na região para onde provavelmente os balões teriam levado o padre. Assim que a neblina abrandasse, as buscas continuariam com duas embarcações, um avião da FAB e outro do governo do Paraná.
Fonte: Agência Estado
lunes
envolve as mídias, boa parte da população e políticos oportunistas. Bela oportunidade para salvaguardar a suprema integridade dos que condenam atrocidades alheias, mas que, em geral,tem enorme dificuldade em reconhecer as próprias atrocidades. É chuva no molhado; porém, é necessário repetir que poucos casos de crianças mortas por homicídio no Brasil nos últimos anos ganharam a notoriedade desse caso. Também crimes contra escravidão de crianças,
torturas e crimes praticados em instituições públicas não recebem o mesmo tratamento e a extrema regularidade com que todas as mídias acompanham o desfecho de casos semelhantes aos de Isabella. O que interessa é o caráter privado e íntimo do crime. Interesse que beira a fofoca. O estarrecedor número de mortes de crianças entre 0 e 9 anos por homicídio no Brasil entre os anos de 2000 e 2002 revela que 894 homicídios foram praticados nesse período, quase 25 por mês.Um país que mata muito, mata também suas crianças e banaliza a todos. Ainda assim, isso não é osuficiente para explicar as ações e comportamentos em torno do caso Isabella. Ponteado de informações apressadas, julgamentos prévios, veiculação da imagem dos acusados pelas mídias antes da sentença, antecipação de dados da perícia antes do laudo conclusivo; tudo isso deixa uma coisa clara desde o principio: estávamos diante de uma nova novela, cujo interesse nos próximos capítulos faria a delícia da indústria do entretenimento e do cidadão comum, ansioso por saber se ganhou ou perdeu sua aposta. O anseio pela condenação dos pais de Isabella parece responder à urgência em submeter quem quer que seja ao ritual degradante de um novo sacrifício, comuns nos países onde impera a impunidade e onde o linchamento midiático pode preceder o linchamento moral e físico. Enquanto a novela está no ar, deixa-se de cobrar o que é
mais urgente, necessário e imperativo: a geração de provas contundentes, tecnicamente apuradas e com alto grau de confiabilidade e a atitude vigilante e responsável de quem
aguarda e cobra um desfecho justo para o caso. Abrir mão desse foco, seduzidos pela trama emocional que se pode inventar a partir de qualquer fato transformado em tragicomédia, é apostar num País injusto, apelativo e sensacionalista, que não leva a sério seus próprios problemas e suas próprias leis. O mais preocupante é que a excitação se alimenta do medo, do horror e da insegurança. A experiência da impunidade nos assola e nos confunde, é verdade. Ela produz o fantasma da morte à espreita, o horror das almas penadas que foram enterradas sem justiça em nosso país. Para combatê-las, todos se agarram ao primeiro inimigo de consenso e pedem sua imolação. Quando ele se vai, os fantasmas ocupam o seu lugar. Todos os que pediram sangue se reconhecem como verdugos, capazes de também produzir dor e morte. Porém, incapazes de matar fantasmas, as vítimas terão de ser de carne e osso. Quem será a próxima? Se culpados, esses pais serão punidos, e espera-se que o sejam exemplarmente. É esse,em parte, o papel da aplicação da lei. Se inocentes, o estrago já está feito, salvo a realização de
um milagre.
domingo
Mediterrâneo Translations by
*
domingo
Façamos desse banquete interminável
nosso livro?
O editor não impõe prazos
e os direitos serão todos nossos
Como são impossíveis as cópias
não necessitamos Leis
Apenas:
encadernações antigas
restaurações douradas
do pó ao pó (e quanto pó!)
lixas, para as lombadas sujas
álcool, para limpar as capas (sei...)
noites longas, lembranças...
nossas palavras
*
2004
*
ameaçada espécie rara tanto mais caro e valorizado seu couro envernizado meu esqueleto partiu (se) agora sigo invertebrado na memória e simbologia (vejo) um quadro insinuado (algum) instante roubado no final do teu primeiro ato (sentido?) selvagem e sem rédeas nesse "mundo de marlboro" dois cavalos indomados
viernes
A SABER (PRECE LIMINAR)
vou girando e ele me diz que estou passada no tempo e que não aguentarei a rotatividade então o que penso? o que penso? vou girando oscilando entre o sarcasmo de um e o escárnio de outro enquanto deparo com uma bunda bem acima da minha imagem dupla então o que quero? o que quero? vou girando e sei que o tempo é pouco e a palavra vã e o silêncio cruel então o que espero? o que espero? olho o céu azul e a manhã que traz da madrugada o friozinho do outono então o que falta? o que me falta? vou girando e tentando expressar aqui o que de fato possa ser antes que eu me esconda novamente no regaço da maré de melancolia suave que tão bem conheço ...
martes
Edward Hopper (American, 1882–1967)
Lighthouse Hill, 1927
*
Uma luz azul me guia
Com a firmeza e os lampejos de farol
E os recifes lá de cima
Me avisam dos perigos de chegar.
Angra dos Reis em Ipanema
Iracema e Itamaracá
Porto Seguro e São Vicente
Braços abertos sempre a esperar.
Pois bem cheguei
Quero ficar bem avontade, na verdade eu sou assim
Descobridor dos 7 mares
Navegar eu quero...
*
Tim Maia
sábado

viernes
miércoles
- Não se vá! Uma onça ou bicho do mato podem te pegar.
- E a morte já não é coisa acertada?
- Não falo da morte. Mas de vida.
- Vida? Viver plantado e levando carreira para corrigir o caminho?
- Temos comida, amigos...
- Então, me explique por que, quando chega a noite, ficamos todos enfileirados feito bestas na beira da paisagem? A tristeza em nossos olhos...
- É sonho. Sonhos só servem para confundir...
- Dois estômagos não bastam para digerirem essa realidade.
- Fugir resolve?
- É uma possibilidade...
- De morrer mais cedo.
- Para viver nunca é tarde.
- Deixa de ficar pensando na morte da bezerra. Sim, tenho lá minhas vontades, mas já conheço esse mundinho. Tenho medo de ficar sozinho.
- Solidão é ter fome e não ter boca. O estômago é infinito, ou não? é possível até que se saboreie algo, mas que passa batido por dentro de nós e sai de revestrés como tiro pela culatra. De outra forma, não me encaixo nesse quadrado perfeito. Todos me olham, medindo quanto valho.
- Vale o quanto pesa.
- Quero aprender a voar.
- Gorda assim? E você não tem asas.
- E precisa?
- Claro! Se não precisasse o céu não bastaria e cá na terra só ficava quem fincado estava.
- Nadar boiando de costas é igual a planar voando. A diferença é que se vê tudo de ponta-cabeça.
- A diferença é que na água você pode virar boi-de-piranha.
- Quem tem medo da dor de barriga é melhor não comer. Prefiro morrer voando que pastando. A gente já nasce presa. Nem o próprio nome pode-se escolher.
- E que nome querias ter?
- Nome de pássaro. Sei lá...
E se pôs a correr em direção ao abismo e saltou para o sempre. Finalmente, aprendeu a voar.
- Onde está Mimosa? Pergunta o chefe homem.
- Fugiu.
- É... A vaca foi pro brejo.
*
Aluísio Martins
*
martes
[43-45] Este rosto que se baixava pudicamente, como era difícil fazê-lo levantar... um véu cobria-o do olhar dos que nunca o tinham visto e até dos que já o tinham visto; vês os abutres ocupados a desvelá-lo? Vês bem? Então, foges? Esta cara que foi o objeto de tanta consumição, que tanto protegias do olhar dos outros, vês como é devorada?
Então, ciumento, já não a proteges?
[46] Vês esta massa informe de carne devorada pelos abutres e pelos outros animais; é este pasto que tu gostas de ornamentar com guirlandas, perfumar com sândalo e cobrir de jóias!
[47] Se te arrepia tanto ver este cadáver imóvel, como não tinhas medo quando a respiração fazia dele um cadáver em movimento?
[48] Quando estava coberto, atraía-te. Agora que o vês nu, provoca-te horror. Se não queres saber dele, porque o acariciavas quando se escondia?

Foto de 2007 mostra o acelerador gigante de partículas em uma caverna de Cessy, na FrançaOs físicos do mundo gastaram 14 anos e US$ 8 bilhões construindo o Grande Colisor de Hádrons, no qual a colisão de prótons recriará energias e condições vistas pela última vez a um trilionésimo de segundo após o Big Bang. Os pesquisadores analisarão os destroços destas recriações primordiais em busca de pistas sobre a natureza da massa e de novas forças e simetrias na natureza.Mas Walter L. Wagner e Luis Sancho argumentam que os cientistas no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), subestimaram as chances de que o colisor possa produzir, entre outros horrores, um minúsculo buraco negro, que, segundo eles, devoraria a Terra. Ou que possa cuspir um "strangelet", que converteria nosso planeta a uma massa densa morta e encolhida de algo chamado "matéria estranha". O processo deles também diz que o Cern não forneceu uma declaração de impacto ambiental de acordo com o exigido pela Lei Nacional de Política Ambiental.Apesar de soar bizarro, o caso toca em uma questão séria que tem incomodado acadêmicos e cientistas nos últimos anos -como estimar o risco de novas experiências inovadoras e a quem cabe a decisão de prosseguir ou não.O processo, impetrado em 21 de março no Tribunal Distrital Federal em Honolulu, busca uma injunção temporária proibindo o Cern de prosseguir com o acelerador até que produza um relatório de segurança e uma avaliação de impacto ambiental. Ele cita o Departamento de Energia dos Estados Unidos, o Laboratório Nacional do Acelerador Fermi, a Fundação Nacional de Ciência e o Cern como réus.Segundo um porta-voz do Departamento de Justiça, que está representando o Departamento de Energia, uma reunião foi marcada para 16 de junho.Por que o Cern, uma organização de países europeus com sede na Suíça, deveria comparecer a um tribunal no Havaí?Em uma entrevista, Wagner disse: "Eu não sei se vão aparecer". O Cern teria que se submeter voluntariamente à jurisdição do tribunal, ele disse, acrescentando que ele e Sancho poderiam ter processado na França ou na Suíça, mas para economizar as despesas eles acrescentaram o Cern ao processo aqui. Ele alegou que a injunção ao Farmilab e ao Departamento de Energia, que ajudam a fornecer e manter os imensos ímãs supercondutores do acelerador, desativaria o projeto de qualquer forma.James Gillies, chefe de comunicações do Cern, disse que o laboratório ainda não tem nenhum comentário sobre o processo. "É difícil entender como um tribunal distrital no Havaí teria jurisdição sobre uma organização intergovernamental na Europa", disse Gillies."Não há nada novo sugerindo que o colisor é inseguro", ele disse, acrescentando que sua segurança foi confirmada por dois relatórios, que um terceiro está a caminho e estará sujeito a uma discussão aberta no laboratório em 6 de abril."Cientificamente, não estamos escondendo nada", ele disse.Mas Wagner não está tranqüilizado. "Eles fazem muita propaganda dizendo que é seguro", ele disse em uma entrevista, "mas basicamente é propaganda".Em uma mensagem por e-mail, Wagner chamou o relatório de segurança do Cern de "fundamentalmente falho" e disse que foi iniciado tarde demais. O processo de revisão viola os padrões da Comissão Européia de adesão ao "Princípio Precautório", ele escreveu, "e foi feito por cientistas que são 'parte interessada'".Físicos de dentro e fora do Cern disseram que vários estudos, incluindo um relatório oficial do Cern em 2003, concluíram que não há problema. Mas para ter certeza, no ano passado o anônimo Grupo de Avaliação de Segurança realizaria uma nova revisão."A possibilidade de um buraco negro devorar a Terra é uma ameaça tão séria que a deixamos como tema de discussão para malucos", disse Michelangelo Mangano, um teórico do Cern que disse fazer parte do grupo. Os outros preferem permanecer anônimos, disse Mangano, por vários motivos. O relatório deles foi entregue em janeiro.Este não é o primeiro processo de Wagner. Ele impetrou ações semelhantes em 1999 e 2000, para impedir o Laboratório Nacional de Brookhavem de operar o Colisor Relativístico de Íons Pesados. O processo foi indeferido em 2001. O colisor, que colide íons de ouro na esperança de criar o que é chamado de "plasma quark-glúon", opera sem incidentes desde 2000.Wagner, que vive na Grande Ilha do Havaí, estudou física e realizou pesquisa de raios cósmicos na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e recebeu doutorado em Direito por aquela que é atualmente conhecida como Universidade do Norte da Califórnia, em Sacramento. Ele posteriormente trabalhou como diretor de segurança de radiação para a Administração de Veteranos.Sancho, que descreve a si mesmo como um autor e pesquisador de teoria do tempo, vive na Espanha, provavelmente em Barcelona, disse Wagner.Os temores apocalípticos têm um longo histórico, mesmo que não ilustre, na física. Em Los Alamos antes do teste da primeira bomba nuclear, Emil Konopinski foi encarregado da tarefa de calcular se a explosão incendiaria ou não a atmosfera.O Grande Colisor de Hádrons é projetado para disparar prótons em energias de 7 trilhões de elétrons-volt antes de colidirem um contra o outro. Na verdade, nada acontecerá no colisor do Cern que não aconteça 100 mil vezes por dia pelos raios cósmicos na atmosfera, disse Nima Arkani-Hamed, um teórico de partículas do Instituto para Estudos Avançados em Princeton.O que é diferente, reconhecem os físicos, é que os fragmentos dos raios cósmicos passam inofensivamente pela Terra quase à velocidade da luz, mas o que quer que seja criado quando os raios baterem de frente no colisor nascerá em relativo repouso para o laboratório, de forma que permanecerá ali e portanto poderia causar caos.As novas preocupações são a respeito dos buracos negros que, segundo algumas variações da teoria das cordas, poderiam surgir no colisor. Esta possibilidade foi muito alardeada em muitos estudos e artigos populares nos últimos anos, mas seriam perigosos?Segundo um estudo do cosmólogo Stephen Hawking em 1974, eles evaporariam rapidamente em um vestígio de radiação e partículas elementares, portanto sem representar ameaça. Mas ninguém já viu um buraco negro evaporar.Conseqüentemente, Wagner e Sancho argumentam em sua queixa, os buracos negros poderiam realmente ser estáveis, e um micro buraco negro criado pelo colisor poderia crescer, no final engolindo a Terra.Mas William Unruh, da Universidade da Colúmbia Britânica, cujo trabalho explorando os limites do processo de radiação de Hawking é citado no site de Wagner, disse que ele não entendeu seu argumento. "Talvez a física realmente seja tão estranha a ponto de buracos negros não evaporarem", ele disse. "Mas realmente teria que ser muito, muito estranha."Lisa Randall, uma física de Harvard cujo trabalho ajudou a alimentar a especulação sobre buracos negros no colisor, apontou em um trabalho no ano passado que buracos negros não seriam produzidos no colisor, apesar de que outros efeitos da chamada gravidade quântica poderão aparecer.Como parte do relatório de avaliação de segurança, Mangano e Steve Giddings, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, trabalharam intensamente nos últimos meses em um estudo que explora todas as possibilidades destes temidos buracos negros. Eles acham que não há problemas, mas relutam em conversar sobre suas conclusões até passarem pela revisão de seus pares, disse Mangano.Arkani-Hamed disse, em relação às preocupações com a morte da Terra ou do universo, que "nenhuma tem qualquer mérito".Ele apontou que devido à natureza aleatória da física quântica, há alguma probabilidade de quase qualquer coisa acontecer. Há uma probabilidade minúscula, ele disse, do "Grande Colisor de Hádrons criar dragões que possam nos devorar". Tradução: George El Khouri Andolfato
Visite o site do The New York Times
domingo
Brassai (born Gyula Halasz, 1899 – 1984)*
Chegava ao ponto de sentir certo prazerzinho secreto, anormal, ignobilzinho quando às vezes, em alguma horrível noite de Petesburgo, regressava ao meu cantinho e me punha a lembrar com esforço que, naquele dia, tornara a cometer uma ignomínia e que era impossível voltar atrás.
Remordia-me então em segredo, dilacerava-me, rasgava-me e sugava-me, até que o amargor se transformava, finalmente, em certa "doçura vil", maldita, e depois, num prazer sério, decisivo! Sim, num prazer, num prazer, insisto nisso.
Dostoievski / Memórias do Subsolo
Esta é uma longa carta. Observo no celular a hora quebrada: agora lenta. A roda gira como no hidrômetro de uma casa vazia. São 2 camisinhas a menos e isso não me surpreende mais. Já ultrapassei os limites mesquinhos do corpo. Falta ultrapassar os limites do tempo. Esqueço-me da frustração de fazer planos e não realizá-los. Deu-me alegria. Não, você diz, não é bem assim. E tudo é o que é e muito, muito mais. Meu coração sorri sem-vergonha. Sorri um sorriso de pacto. Esta era para ser uma longa carta, mas ficou pequena. Um dia abro a porta ...
jueves
Remedios Varo
miércoles
Gary OldmanEu não quero mais mentir
Estás agora no teatro mágico dos heróis e dos demónios
Figuras mitológicas e superhumanas
Demónios, deusas, guerreiros celestiais, gigantes.
Anjos, Bodisadvas, anões, cruzados.
Duendes, demónios, santos, bruxos, extraterrestres.
Espíritos infernais, duendes, cavaleiros e imperadores.
O DeusLoto da dança
O grande homem velho, a divina criatura,
O trampista, o metamorfo,
O domador de feras,
A mãe das deusas, a bruxa.
O deus da lua, o errante.
A totalidade do divino teatro de figuras representando o cume da sabedoria
humana
Não tenhas medo deles
Estão dentro de ti
Tua própria inteligência criativa é o mago reinante sobre eles
Reconhece as figuras como aspectos de ti mesmo
Toda a fantástica comédia se encontra em ti
Não te sintas aderido às figuras
Lembra-te dos ensinamentos
Ainda podes conseguir a liberação
lunes
Por trás da treliça,corpos nus
Confesse ...
*
O inferno tem mil entradas
algumas são bem conhecidas
outras são mais disfarçadas
um dia eu tive a sua idade
o inferno é a Família, o Estado, a Igreja
e as prostitutas na cidade azeda
o inferno é o inimigo, é certo
mas o inferno também é a sua cama
e o diabo é o focinho de quem você ama
a sua sombra é toda ouvidos
entenda-se com suas pernas
aperta o cerco das suas coisas
mas você evita estar no centro do negócio
(o mal é um princípio passivo)
o inferno é no Mappin
percurso / memória / tilt
a morte em vida na cidade azeda
existe uma velha piada
é das que você não conhece
ou se conhece não acha graça
existe uma revolta cega
percurso / percurso / percurso
entenda-se com suas pernas
o inferno tem mil entradas
algumas são pontos turísticos
já outras são inusitadas
as prostitutas, em erro você viu senhoras
e havia sempre uma certa senhora
memória / memória / tilt
um dia eu tive a sua idade
tive garotas mal lavadas, nunca mais
azar o seu
também toquei as campainhas
as do inferno sempre atendem
azar o seu.
*
akira a e as garotas que erraram
Observo-a pela janela, entre goles de xingu e o sono.
Carregará consigo restos de lixo, deitará aos esgotos uma miscelânea de
fluídos e dejetos,
Uma descrição da peste negra - imagem de terror recorrente - fruto da última
leitura da noite, vem à mente.
O medo das pestes, o mundo das torturas,
Jamais esqueci.
Amanheci.
Medo.
Que momento é esse, quando retorno ao gosto pelo gótico?
Continuo alinhando-me às descrições e aos sinais porque há um teatro
subjetivo, não sei quanto consciente, conseqüências ditadas.
Há um script a ser seguido,
diversão garantida,
Johannes VermeerMoça com brinco de pérola (1665-1666)
Gourmont, Rémy de, Lê Latin Mystique.

Os Reinos de Pã em A Chama Dupla – Amor e Erotismo / Octavio Paz / 1993
Fito Paez
Composição: Indisponível
Si estás entre volver y no volversi ya metiste demasiado en tu narizsi estás como cegado de podertira tu cable a tierra.Y si tu corazón ya no da mássi ya no existe conexión con los demássi estás igual que un barco en altamartira tu cable a tierra.Y yo estoy acercándome hasta vosbajo la luna, bajo la luna.Las cosas son asi,tengo el teléfono del freakque está deseoso de volarte la cabeza.En un par de minutos sale el solsi ya no hay nada que anestesie tu dolorsi no llegas, si no alcanzas a vermetira tu cable a tierra.No creas que perdió sentido todono dificultes la llegada del amor;no hables de más, escucha al corazónese es el cable a tierra.Y yo estoy acercandome hasta vosbajo la luna, bajo la luna.
martes
KlimtDeath and Life
*
"O que tende a despertar o gozo do olhar é, muitas vezes, mais entrevisto do que visto, como o mistério sagrado, 'através de um véu obscuramente'.
O que não deixa espaço ao imaginário tende a ser sentido como estéril.
Mas aquilo que pode revelar o que está por trás dos véus, o gozo em sua forma mais crua, torna-se fascinação e horror."
*
jueves

"The First Stage of the Great Work," better-known as the "Alchemist's Laboratory" from Amphitheatrum Sapientiae Aeternae by Heinrich Khunrath
*
Jorge Ben Jor
Os Alquimistas
Estão chegando
Estão chegando
Os Alquimistas
miércoles

Devemos ver no corpo uma barca que vai e que vem.
Que o corpo vá e venha segundo a tua vontade de conduzir os seres à sua finalidade.
Bodhicaryavatara - Shantieva
*
Por esses dias
Saio dessa trilha
E faço a barca andar
Desse oceano
Vou para as Índias
Noutro elefante
Traficar o que se quer
Especiarias
Eu faço fé e compras
Num mercado de ilusões
*
Valdo Aderado
martes
Composição: (samuel Rosa - Lô Borges - Nando Reis)
O céu está no chão
Fortaleza / 2003porque o pensamento pode alterar o rumo dos fatos
conduzindo-os ao sabor dos seus desejos
forçando a guarda com a intensidade de seus assédios
afrontando a ordem com a insistência de seus passos
*
Quando, enfim, volto ao dia e seus humores
percebo que o caminho trilhado não é o mesmo do conto
que apesar de paralelas, nossas vidas não se fundem
e que dei cores vivas a um projeto inacabado
fazendo – minha! – a tarefa do acaso.
*
Hoje li:
“é em momentos raros depois de ter sonhado
com o raro entretenimento de teus olhos
quando (ficando aquém da ilusão) tenho pensado
*
na tua singular boca que meu coração tornou sábia
em momentos quando a cristalina escuridão sustenta
(foi por entre lágrimas sempre) e o silêncio molda
essa estranheza qua ainda há pouco pude sentir”
sábado
VOCÊ É RESPONSÁVEL PELO QUE CATIVA
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
viernes
*
07/03/2008 - 13h08Traços de lago habitável são descobertos em Marte
Da Efe
Cientistas da Universidade do Arizona identificaram uma cratera em Marte com aparentes traços do que pode ter sido um plácido lago habitável.A cratera Holden, com uma base de grandes rochas do tipo breccia, aparece rodeado interiormente por anéis formados por camadas de sedimentos que formam as margens do que aparentemente foi um plácido lago, segundo divulgaram hoje os pesquisadores, que pertencem ao departamento de Ciências Planetárias da Universidade do Arizona.As rochas breccia já indicam presença de água: são aglomerações de fragmentos menores cimentadas por minerais dissolvidos."A cratera Holden tem uma das megabreccia melhor expostas de Marte", disse o professor Alfred McEwen, que participou da pesquisa.A megabreccia e os sedimentos, principalmente de argila, "contêm minerais que se formam na presença de água e marcam ambientes potencialmente habitáveis"."Este local seria excelente para enviar um veículo robô e trazer de volta uma mostra; representaria um grande avanço na compreensão da dúvida sobre se Marte pode suportar vida", diz o pesquisador.Segundo os especialistas em Marte, blocos de pedra de até 50 metros de diâmetro se dispersaram quando um meteorito formou a cratera, rochas que mais tarde, aparentemente por causa da água, formaram a megabreccia.Pelo menos 5% do peso dos sedimentos da parte de cima da megabreccia são formados por argilas, segundo os pesquisadores."A origem destas argilas é incerta", afirma outro pesquisador, John Grant, do Museu Smithsoniano Nacional do Ar e do Espaço. "Mas se estivéssemos vendo imagens da Terra e buscássemos lugares propícios para serem habitados, buscaríamos locais como esse".Tudo isso, segundo o estudo da universidade, teria permanecido escondido se não fosse o desmoronamento das paredes da cratera, incapazes de suportar a pressão da água, em um volume calculado em 4 mil quilômetros cúbicos "O volume de água que fluiu durante essa enchente teve que ser espetacular, pois foi capaz de movimentar blocos de pedra do tamanho de um campo de futebol a mais de 70 ou 80 metros de distância", afirma Grant
jueves
René Magritte - Le Mal Du Pays (1940)
domingo
JAPAN
When the room is quiet
The daylight almost gone
It seems there's something I should know
Well, I ought to leave
But the rain it never stops
And I've no particular place to go
Just when I think I'm winning
When I've broken every door
The ghosts of my life
Blow wilder than before
Just when I thought I could not be stopped
When my chance came to be king
The ghosts of my life
Blew wilder than the wind
Well, I'm feeling nervous
Now I find myself alone
The simple life's no longer there
Once I was so sure
Now the doubt inside my mind
Comes and goes, but leads nowhere
viernes
Uma grande estrutura circularconstruída há 5.500 mil anos foi descoberta nesta semana no Peru.
A construção seria uma das mais antigas das Américas.
O local foi descoberto por arqueólogos peruanos e alemães
debaixo de outra ruína,
conhecida como Sechin Bajo,
em Casma, a 370 quilômetros da capital, Lima.
*
BBC Brasil
miércoles

O escritor moçambicano Mia Couto, disse um dia:
"Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos.
Primeiro Sapato – A ideia de que os culpados são sempre os outros;
Segundo Sapato – A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho;
Terceiro Sapato – O preconceito de que quem critica é um inimigo;
Quarto Sapato – A ideia de que mudar as palavras muda a realidade;
Quinto Sapato – A vergonha de ser pobre e o culto das aparências;
Sexto Sapato – A passividade perante a injustiça;
Sétimo Sapato – A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros."
Santa Ceia / Da Vince*
Hoje pareço bicholouco.
Já conferi no espelho as tais insanidades.
Experimentei na loja a chita apreciada na vitrine.
Conferi teus olhos nos olhos bascos da santa.
Confesso que mesmo aos poucos desço aos poços,
Que dou de graça a lama aos porcos,
Que bebo água benta em fontes falsas.
Mas o pentagrama,
E n (o) culto fui entregar-me aos arrepios.
(estão nas missas aos domingos e riem fácil dos desmodismos /AM)
Arial é uma fonte,
Ariel, um anjo.
domingo
Словно и не бывало.
На пригреве тепло.
Только этого мало.
Всё, что сбыться могло,
Мне, как лист пятипалый,
Прямо в руки легло.
Только этого мало.
Понапрасну ни зло,
Ни добро не пропало,
Всё горело светло.
Только этого мало.
Жизнь брала под крыло,
Берегла и спасала.
Мне и вправду везло.
Только этого мало.
Листьев не обожгло,
Веток не обломало...
День промыт, как стекло.
Только этого мало.
*
E nunca devia ter vindo.
Será quente o sol
Mas não pode ser só isto.
Tudo veio para partir,
Nas minhas mãos tudo caiu,
Corola de cinco pétalas,
Mas não pode ser só isto.
Nenhum mal se perdeu,
Nenhum bem foi em vão,
À luz clara tudo arde
Mas não pode ser só isto.
Agarra-me a vida
Sob a sua asa intacto,
Sempre a sorte do meu lado,
Mas não pode ser só isto.
Nem uma folha se consumiu
Nem uma vara quebrada…
Vidro límpido é o dia,
Mas não pode ser só isto.
*
Арсений Александрович Тарковский
(1907 - 1989)
viernes
Cássia Eller / Composição: Nando Reis
jueves
Lula Marques/Folha Imagem*
Não sei se estou no mesmo lugar que o seu, mas é parecido. Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão da massa, às vezes suja de cocô, "às vezes." Mas minha cabeça, não, meu compromisso, não.
Ciro Gomes
http://midiacon.com.br/materia.asp?id_canal=3&id=7801
viernes
A Lua e a casa incendiada
domingo
wear your inside out
dreaming of mercy
in your daddy('s arms again
dreaming of mercy st.
'swear they moved that sign
dreaming of mercy
in your daddy's arms
sábado
miércoles
viernes
viernes
Gran irradiación de energía.
Necesidad de procesar el pasado y superar.
Y expandir, y expandirse.
Necesidad de nuevos equilibrios, y nueva adaptación.
El mundo como espejo es inevitable para el ego,
el mundo refleja.
El desafío, las fobias, las resistencias, la estructuración
de nuevos equilibrios de comunicación y de poder.
El camino no es obvio, y no depende de la voluntad.
El movimiento es hacia el presente, y en el presente,
todo desaparece y se transforma, incluyendo el espejo.
Karma y superación, renovación, liberación y responsabilidad.
No hay más que ego.
No hay más que ego,
jueves
Uma vez declarada a guerra, é impossível deter os poetas.
"A Guerra de Tróia não Acontecerá" Giraudoux
Se um homem marcha com um passo diferente do dos seus companheiros,
Thoreau ,
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Todo cambia.
La Gran Rueda anuncia un nuevo inicio.
viernes
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo

Acostuma-te à lama que te espera !
Toma um fósforo.
Se a alguém causa ainda pena a tua chaga,
*
Augusto dos Anjos
sábado
DIA 1,
**************
La oscuridad abismal se redime en un niña inocente.
*************
Una niña permite que un anciano-a resucite convertido
en la inocencia de un niño que despierta por primera vez,
libre.
*************
Una paloma.
Una copa, contacto real con la naturaleza de la realidad.
*************
La inescrutable levedad de un milenario símbolo femenino,
de la Divinidad.
Y caminar sobre las aguas.
Un espejo personal, y mundial...una espada que refleja.
Un Juicio a sí mismo-a.
Y un Juicio a si mismo-a que libera del pasado.
************
Esto es Ciencia y Devoción.
Devoción porque está en juego
nuestra integración emocional al mundo.
Ciencia puesto que, lo que permite el tránsito, el conocimiento,
y la libertad, es un movimiento interior que hay que hacer
posible.
Y el único maestro-a y responsable de esto, es cada uno.
Lo que hace posible el cambio, es un movimiento específico
de las energias síquicas.
Tú, yo y todos, somos herederos de esta posibilidad, y
cualquier humilde avance es más valioso que el símbolo.
viernes
- Mas, se o mundo é ação, como é que o sonho faz parte do mundo?
viernes
Dali Frejat / Cazuza
Nunca viu Lou Reed
Já frequentei grandes festas
Já reparou na inocência
Você nunca sonhou
Só as mães são felizes...
domingo
XCVIII
martes
No caminho, enormes cupinzeiros
E as serras vão azulando esses novos horizontes.
Sinto-me como um macaquinho de guizos.
Ainda assim, a corrente é feita de elos.
Ainda assim, quero fugir dessa escravidão.
Por vezes, eu penso na rampa.
Observo os felinos, chego a invejar-lhes a elegância.
PitPig submerge.
Eu também.
sábado
Mas minha mente não cala, o pensamento não cessa. E se cala, outras percepções a despertam.
Seria necessario retirar todas as coisas de casa. Ainda assim teria os ruidos externos. Seria necessario morrer ... E ainda assim...
Meus ciclos não coincidem com o dos dias e das noites. Não sei como quando isso termina.
E voce? não consigo simplesmente não sei como dizer-te coisas que para outras pessoas diria na maior tranquilidade. Sem dedos. Minha voz quando falo contigo sai embargada no receio de parecer o que não é. E o que é? Mesmo que eu tivesse um roteiro em mãos, ainda assim haveria a entonação que poderia denunciar a intenção. Que intenção?
Vê que tonta sou, estou chorando...
O que é? O que é? O que é que parece tão sublime e tão distante? (...)
jueves
*
miércoles
Danni Carlos
Composição: Danni Carlos
Eu quero ficar perto de tudo o que eu acho certoAté o dia em que eu mudar de opiniãoA minha experiência, meu pacto com a ciênciaMeu conhecimento é minha distraçãoCoisas que eu seiEu adivinho sem ninguém ter me contadoCoisas que eu seiO meu rádio-relógio mostra o tempo errado... aperte o ‘Play’Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumadoNinguém sabe mexer na minha confusãoÉ o meu ponto de vista, não aceito turistasMeu mundo tá fechado pra visitaçãoCoisas que eu seiO medo mora perto das idéias loucasCoisas que eu seiSe eu for eu vou assim não vou trocar de roupa... é a minha leiEu corto os meus dobradosAcerto os meus pecadosNinguém pergunta mais... depois que eu já pagueiEu vejo o filme em pausasEu imagino casasDepois eu nem me lembro do que desenheiCoisas que eu seiNão guardo mais agendas no meu celularCoisas que eu seiEu compro aparelhos que eu não sei usar... eu já compreiAs vezes dá preguiçaNa areia movediçaQuanto mais eu mexo mais afundo em mimEu moro num cenárioDo lado imaginárioEu entro e saio sempre quando to a fimCoisas que eu seiAs noites ficam claras no raiar do diaCoisas que eu seiSão coisas que antes eu somente não sabia... Agora eu sei
martes
... es algo asi como cansarse de todo,
Mandrágora acorrentada a um dos cães utilizados para extrair as raízes do solo, Século XII
lunes
miércoles
[Montanhas que esmagam são montanhas do inferno que, aproximando-se entre si, esmagam os danados.]
[21] Agindo conforme esta regra de conduta, o asceta, mesmo rodeado de malfeitores ou entre um rancho de mulheres, permanece firme e tranqüilo.[22] Que me importa perder toda a minha fortuna, todas as honrarias, a própria vida e mesmo qualquer outro bem espiritual, mas perder a minha mente, isso nunca![23] Aos que querem controlar a mente, dirijo esta minha súplica: "Guardem com toda a força a atenção e a vigilância!"[24] Assim como um homem perturbado pela doença é incapaz de agir, a mente perdida e dispersa é incapaz de qualquer ação.[25] Se a mente vagueia na distração, tudo o que o estudo, a reflexão e a meditação puderem produzir, esvai-se da memória como a água de um vaso rachado.[26] Muitos são os homens instruídos, crentes e zelosos, que, por falta de vigilância, se expõem às máculas da transgressão.[27] A inconsciência é um ladrão sempre à espera de um eclipse da atenção; assim, despojados do mérito acumulado, caímos nos destinos fatais.[28] As emoções negativas são um bando de piratas à procura de uma passagem; se a encontram, pilham-nos toda a virtude e arrasam a fortuna, que é um renascimento nos mundos superiores.[29] Oh atenção, nunca te afastes da porta da mente! Recordemos os suplícios dos mundos inferiores para a fazer voltar, caso ela se afaste.[30] Felizes os que agem com cuidado e consideração no respeito pelas instruções de seus mestres! Da convivência com os mestres nasce facilmente a atenção.[31-32] "Os Buddhas e os Bodhisattvas pousam o seu olhar sobre todas as coisas, tudo lhes é presente e também eu estou na sua presença." Com este pensamento, que a nossa conduta reflita modéstia, respeito e receio. Façamos com que a lembrança dos Buddhas nos venha a cada instante.[33] Quando a atenção permanece à porta da mente para a guardar, a vigilância vem e, mesmo que se afaste, rapidamente volta.[34] Portanto, antes de mais, devo estar consciente do meu estado de mente e, se em falta, devo permanecer imóvel e sossegado como uma tora.[35] Sem espreitadelas inúteis para aqui e acolá, devo guardar o olhar ligeiramente baixo e a mente em recolhimento.[36] Para repousar a vista, podemos ocasionalmente contemplar o horizonte e quando percebemos a sombra de um viandante podemos levantar o olhar para o saudar.[37] A caminho, para nos darmos conta de eventuais obstáculos, podemos examinar sempre que necessário os quatro pontos cardeais. Quando repousamos, podemos voltar-nos e olhar para trás.[38] Depois, tendo visto o que se passa à frente e atrás, podemos avançar, recuar ou fazer com conhecimento de causa o que é conveniente face às circunstâncias.[39] "A posição do meu corpo deve ser esta", diz o neófito ao começar uma certa ação, e, enquanto ela decorrer, deve ainda verificar a sua posição de vez em quando.[40] Deve também vigiar de perto a mente, esse elefante no cio, com medo que ele rompa o laço que o amarra ao grande mastro, que é o respeito pelo Dharma.[41] "Como está a minha mente?" Vai repetindo, enquanto se exerce na meditação, e observa-a sem a deixar escapar um só instante.[42] Se, todavia, em certas circunstâncias não for possível agir assim, como num grande perigo ou numa festa, então que esteja à vontade, pois é dito que no tempo da generosidade a disciplina pode folgar![43] Se decidimos, a propósito, começar uma atividade, não devemos pensar noutra antes de a acabar, agindo de mente inteira.[44] Deste modo, o que fizermos será bem feito; senão, ambas as ações serão defeituosas e a confusão que nasce da falta de vigilância não parará de crescer.[45] Abandonemos o interesse pelas coisas sensacionais e pelas mais variadas e infatigáveis conversas, nas quais nos deleitamos demasiado freqüentemente.[46] Esgravatar a terra, arrancar ervas e traçar linhas no chão são atos estéreis. Recordando a regra dos Buddhas, devemos receá-los e, sem hesitar, renunciar.[47] Se nos queremos mexer ou falar, devemos antes de mais nada examinar a mente, estabilizá-la, e depois então agir da maneira apropriada.[48] Se nos sentimos movidos pelo apego ou pela aversão, não devemos agir nem falar, devemos ficar quietos como uma tora.[49-50] Quando a mente se mostra excitada, trocista e orgulhosa, ou vaidosa, inquiridora e rancorosa, insidiosa, ávida de elogios, desdenhosa, grosseira e brigona, devemos ficar quietos como uma tora.[51] Será que a minha mente está em busca de ganhos ou de honrarias, de glória, ávido de companhia ou desejoso de ser servido? Ficarei, portanto, quieto e contente, como uma tora.[52] A minha mente baniu o interesse pelo bem dos outros, é interesseira e inclinada a conversas? Ficarei, portanto, quieto e contente, como uma tora.[53] Intolerante, indolente, tímido ou desavergonhado, tagarela, dedicado unicamente à camarilha? Ficarei, portanto, quieto e contente, como uma tora.[54] O valoroso praticante, quando vê a mente agitada dest










































































